"Para mim, esta é a mais bela e mais triste paisagem do mundo. [...] Foi aqui que o principezinho fez a sua aparição na Terra e, depois, desapareceu. Fixem bem esta paisagem para poderem reconhecer se um dia fizerem uma viagem a África e forem ao deserto. Se passarem por este sítio, suplico-vos: não tenham pressa, fiquem um bocadinho à espera mesmo por baixo da estrela! Se vier um menino ter convosco, um menino que se está sempre a rir, com cabelos cor de ouro e que nunca responde quando se lhe faz uma pergunta, já sabem quem ele é. E então, por favor, sejam simpáticos! Não me deixem assim triste: escrevam-me depressa a dizer que ele voltou..."
-O Principezinho-Antoine de Saint-Exupéry
sábado, 20 de dezembro de 2008
Dessine-moi un mouton!
domingo, 14 de dezembro de 2008
A segunda à direita e sempre em frente, até de manhã
"O número vinte e sete era apenas a uns metros de distância, mas caíra um pouco de
neve e os Darling escolhiam o caminho cautelosamente para não sujarem os sapatos. Eram as únicas pessoas na rua e todas as estrelas os observavam. As estrelas são belas, mas não podem tomar parte activa em nada, têm de ficar ali para sempre, a olhar. É um castigo que lhes foi imposto por qualquer coisa que fizeram há já tanto tempo que nenhuma hoje se lembra do que foi. As mais velhas ficaram com olhos de vidro e raramente falam (o piscar é a linguagem das estrelas), mas as pequeninas só pensam. Não são muito amigas de Peter, que tem a mania maldosa de se esgueirar por trás delas e querer apagá-las, mas gostam tanto de brincar que estavam do lado dele naquela noite e desejosas de tirar os adultos do caminho. Por isso, mal se fechou a porta do vinte e sete, depois de o senhor e a senhora Darling entrarem, ouve rebuliço no céu, e a mais pequenina de todas as estrelas da Via Láctea gritou: - Agora, Peter!"
-Peter Pan-
J. M. Barrie
* * *
Tantas, tantas saudades daqueles tempos...
* * *
Tantas, tantas saudades daqueles tempos...
Um peito que canta o fado tem sempre dois corações

"... e soubesse eu artifícios
de falar sem o dizer
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...
a timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...
e retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar
e o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar..."
-Não sei falar de amor-
Deolinda
***
Um album que me ensinou que Lisboa não é a cidade perfeita, mas Mal por mal, mais vale mandar todos Fon-fon-fon, porque isto Contado ninguém acredita.
Porque na casa ao lado, há sempre uma canção que nos espera.
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...
a timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...
e retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar
e o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar..."
-Não sei falar de amor-
Deolinda
***
Um album que me ensinou que Lisboa não é a cidade perfeita, mas Mal por mal, mais vale mandar todos Fon-fon-fon, porque isto Contado ninguém acredita.
Porque na casa ao lado, há sempre uma canção que nos espera.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
É com dentes cerrados e olhos contentes que mordo, baixinho, a vossa brandura:
A classe com que se movem nos recantos escuros dos corredores que intrincam o meu peito, sibilando beijos à minha raiva, batendo o pé ao compasso da minha indiferença...
E é tão mais fácil ser como vós, não é?
Não é?
E é tão mais fácil ser como vós, não é?
Não é?

Não é.
E soubessem vocês que eu hoje não me movo, mas levito sobre o chão;
Que não me perco em noites escuras, porque corro em dias eternos;
Que não grito ternuras à distância, porque a ataco no silêncio que a sufoca;
E que não bato o pé, mas danço, danço, danço sem vos tocar nos ombros,
sem vos pisar os sonhos,
sem vos roubar esperanças.
E tudo porque eu sei que, ao meu ritmo, nenhum de vós se move.
Que não grito ternuras à distância, porque a ataco no silêncio que a sufoca;
E que não bato o pé, mas danço, danço, danço sem vos tocar nos ombros,
sem vos pisar os sonhos,
sem vos roubar esperanças.
E tudo porque eu sei que, ao meu ritmo, nenhum de vós se move.
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"Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali..."
-Cântigo Negro-
José Régio
domingo, 7 de dezembro de 2008
Oh creepy me!
"A man of words and not of deeds
Is like a garden full of weeds,
And when the weeds begin to grow,
It’s like a garden full of snow.
And when the snow begins to fall,
It’s like a bird upon the wall,
And when the bird away does fly,
It’s like an eagle in the sky.
And when the sky begins to roar,
It’s like a lion at the door.
And when the door begins to crack,
It’s like a stick across your back,
And when your back begins to smart,
It’s like a penknife in your heart,
And when your heart begins to bleed,
You’re dead, you’re dead, you’re dead indeed."
-?-
sábado, 6 de dezembro de 2008
"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."
-Friedrich Nietzsche-
-Friedrich Nietzsche-
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I see in color,
Small bites of something else
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
A sustentável leveza do Não Ser

... E o silêncio bruto com que te firo esta manhã, são gritos lancinantes que atiro ao vento, na esperança que no arrepio do fim de tarde, não sejas tontura febril no inicio de madrugada.
Mas principalmente nas minhas palavras.
Na minha boca.
«Dispam-me de mim e deixem-me ser alma;
Calem-me o amor e deixem-me ser nada...»
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