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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

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"There are times when all the worlds asleep,
The questions run too deep
For such a simple man.
Wont you please, please tell me what we've learned?
I know it sounds absurd
But please tell me who I am."
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-The logical song-
Supertramp

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


"Não te interessa dizer
nem te interessa dizer porquê;

Não te interessa mudar
se é mudar o que ninguém vê.


Perdeste sem qualquer sentido
o que afinal não existe;

mas teu caminho foi seguido

e o que é certo é que o seguiste."



-Não te interessa pensar-
Foge foge bandido






terça-feira, 9 de dezembro de 2008


É com dentes cerrados e olhos contentes que mordo, baixinho, a vossa brandura:
A classe com que se movem nos recantos escuros dos corredores que intrincam o meu peito, sibilando beijos à minha raiva, batendo o pé ao compasso da minha indiferença...


E é tão mais fácil ser como vós, não é?

Não é?



Não é.

E soubessem vocês que eu hoje não me movo, mas levito sobre o chão;
Que não me perco em noites escuras, porque corro em dias eternos;
Que não grito ternuras à distância, porque a ataco no silêncio que a sufoca;
E que não bato o pé, mas danço, danço, danço sem vos tocar nos ombros,
sem vos pisar os sonhos,
sem vos roubar esperanças.

E tudo porque eu sei que, ao meu ritmo, nenhum de vós se move.






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"Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali..."



-Cântigo Negro-
José Régio

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tudo isto será, um dia, gasto...






É no momento em que passo as mãos pelo rosto, pela manhã, quando me fito no espelho, que sei que vivo numa casa de portas e janelas seladas; de tectos baixos e chãos de areia preta.

É no choque com a água fria que sinto os anos de ausência de alguém que me veja com olhos de ver, com olhos que não me atravessem, mas que se prendam na doce lentidão da descontinuidade do meu pestanejar.

É no momento em que corro em círculos no meu quarto e levanto pó com os meus pés que sei que ainda sou prisioneira numa caixa de fósforos que já não podem arder.

“Húmidos das minhas lágrimas.”


E então juro que quero sorrir.
Juro que quero sair.
E prometo que ainda sou a mesma quando a última hora do dia dá de si.

Mas eles não querem saber.
Agora tudo o que consigo sentir na boca é gosto dos corações dilacerados
pela fome da madrugada que parte sem olhar para trás e bate com a porta:

num estrondo.
Num fechar de um livro velho.
Num último gole de café queimado que me morde os lábios com amor de plástico.


É no voltar à cama, no cobrir o rosto com o cobertor, no pedir aos deuses que me roubem a vista, que sei que não é para sempre: não, este sono não é para sempre. Esta vontade de não ter vontade, não é para sempre. Este sempre para sempre não é para sempre, porque nunca nada o é eternamente. Nem eu, nem vocês, nem este momento, aqui e agora, que também já passou.
Tudo isto será, um dia, gasto…

Aconchego-me sobre a almofada e durmo um sono solto; sonho um sonho quente: nada é eterno e tudo isto será, um dia, chamas...


... porque eu hei-de parar de chorar
(enterrar este Eu que hoje me arrasa);

E quando aquele fósforo secar,
ainda que nunca me vá perdoar,
Pego fogo a tudo nesta casa.


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"You've built all these rooftops
And painted them all in blue
If all this set just burns up will you paint the ashes?"


-Haunted home-
David Fonseca



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Era uma casa muito engraçada, não tinha tecto não tinha nada...


Disseste-me um dia que, se me perdesse por esse mundo fora, podia deitar-me no meio do nada e sentir-me em casa. Porque o chão é todo um. Porque todos caminhamos sobre o mesmo mundo.
Que se me deixasse ficar deitada no vazio tempo suficiente, alguém acabaria por me encontrar.
Alguém me tocaria no ombro, com brandura, e me diria:

«Anda, vamos para casa.»

E eu levantar-me-ia.
E ia.



Mas é mentira.
Eu fi-lo... e é tudo mentira.




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"Home... I can't say where it is but I know I'm going home
That's where the hurt is."



-Walk on-
U2



terça-feira, 4 de novembro de 2008

Deixa morrer


Em certas manhãs de Abril, eu quero tudo.

Quando o céu desaba, entre os meus dedos, no meu bolso, e os rostos com que me cruzo me gritam que o fim do mundo é hoje ao fim da tarde, eu quero tudo o que eu quero, tudo o que tu queres e tudo o que eles desejam à distância de uma falha no meu pulso.

Bato a porta com a fúria de quem fui há anos e saúdo o exist
ir com a alegria de hoje, que é minha e só minha; reclamo-a para mim e escondo-a atrás das costas de mãos apertadas e faces ardentes, coração pequenino e suspiros intermitentes, para que não saibas que sou feliz nos dias de chuva.

Caminho sobre as poças escuras e amo a tempestade que me desgrenha os cabelos como te amei nos dias que pintámos de nuvens incandescentes. Sorrio ao estranho que me aborda no passeio e me estende publicidade que não leio nunca: também ele arde sob a chuva que não nos molha: a nós, os escolhidos.

Fomos os escolhidos para dançar entre os que caminham entre o nada e o quase-nada, tremendo sob o doce da água que os gela por dentro, secando as pedras da calçada com ternuras sopradas no restolhar da eternidade que nos abraça a cada passo que damos, decididos. Nessas manhãs sou uma só com o mendigo que me oferece a mão e me abençoa com um obrigado salgado. Sento-me com ele no cartão e mordo o mesmo naco de pão envolto em jornal, desfeito pela água que o lava e me aconchega o peito. E aqueço-o com beijos que lhe dou com os meus olhos e guardo o sorriso que me retribui com a boca, junto ao amor que ainda tenho por ti.

Gosto de ti assim: com os olhos, com obrigados temperados pela distância entre ti e o que quero nos manhãs cinzentas de Primavera. Quero-te assim, com intervalos nos dias em que o sol brilha e os braços me pendem ao longo do corpo, sem alegrias para esconder. E amo-te assim, quando aperto as estrelas entre o polegar e o indicador e imploro aos deuses que me concedam mais um dia de chuva sem te ver.

E quando esse dia chega, estendo-te a mão e beijo-te um pedido:
Deixa-me ser sozinha com o tumulto da tua ausência.
Apenas porque sim.
Apenas porque não pode ser de outra forma.

Apenas porque te peço:

Deixa o nosso amor morrer…





* * *



“Amar é bom se houver no fundo de um de nós alguma solidão.”


-Deixa morrer-
Ornatos Violeta









sábado, 1 de novembro de 2008

O medo dizima e aquilo que eu penso enrola-se em ventos que hão-de uivar por aí...



"E se cada gesto teu for uma lágrima no meu rosto,
É porque cada sonho meu é um poema a teu gosto.
Ninguém ensina o amor
ou o silêncio..."







Jorge Cruz



domingo, 26 de outubro de 2008

This unholy notion of the mythic power of love...





" Thank you for this bitter knowledge
Guardian angels who left me stranded
It was worth it, feeling abandoned
Makes one hardened ...

...but what has happened to love?

You got me writing lyrics on postcards
Then in the evening looking at the stars
But the brightest of the planets is Mars

What has happened to love?


Go or go ahead and surprise me..."






-Go or go ahead-
Rufus Wainwright






Merci Rita.

sábado, 18 de outubro de 2008




"... E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
... E eu fiquei com tanto para dar
... E agora não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva.

E pudesse eu pagar de outra forma..."




-Ouvi dizer-
Ornatos Violeta





* * *




Pela primeira vez tenho tantas coisas para dizer e faltam-me as palavras certas.
De todos os lados, muros de silêncio.
De todos os cantos, olhares de soslaio que trazem presa.

E tu?
Sim, e tu?
Consegues escrever em betão armado?




domingo, 12 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

Small bites of poetry... Here, there and everywhere.





"Triste é o virar de costas, o último adeus...
... sabe Deus o que quero dizer.

Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar p'ra mim.
Escutar quem sou.
E se ao menos tudo fosse igual a ti..."






-Fácil de entender-
The Gift








terça-feira, 23 de setembro de 2008

I'm Supertramp... and you're super apple!









There is a pleasure in the pathless woods;
There is a rapture on the lonely shore;
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:

I love not man the less, but Nature more...



- Lord Byron




Para evasão momentânea, clickar aqui.



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Though your heart is aching...



"...Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear, may be ever so near,
That's the time, you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile,
If you'll just....
Smile ."




(Pode parecer piroso, mas é uma verdade a ser lembrada... constantemente.)

Para ouvir a música, façam a pergunta certa. E clickem.


domingo, 27 de julho de 2008

A frase perfeita...



... que descreve como sinto desde sempre:





"A solidão desola-me;
a companhia oprime-me."




(Fernando Pessoa)








sexta-feira, 13 de junho de 2008



Quero apenas olhar-vos nos olhos e gritar.
Porque quando grito, sou mais eu.



domingo, 30 de março de 2008

De volta às origens

Lembro-me de ser mais nova e descobrir uma antologia poética que o meu pai tinha perdida entre os milhares de livros de filosofia que habitam a minha casa... lembro-me de ler este poema que, esta noite, voltei a ouvir num café em Setúbal... e que com muita vergonha minha, e apesar de saber trechos de cor, confudi com Pessoa. Nunca fui boa com nomes. Mas o poema... esse ainda estava comigo.



Cântico negro

José Régio


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!




***


Porque também "eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

'Cause soul mates never die


"Seduz a minha mente e entrego-te o meu corpo; encontra a minha alma e sou tua para sempre.
"




sábado, 26 de janeiro de 2008

Because some days I just don't know...



...don't know who I am, who to be; don't know what I need or who to need; don't know what to say, how to speak. Because some days I'm just...
Voiceless.




quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

What makes the desert beautiful is that somewhere it hides a well




All men dream but not equally. Those who dream by night in the dusty recesses of their minds wake in the day to find that it was vanity; but the dreamers of the day are dangerous men, for they may act their dream with open eyes to make it possible.


T.E. Lawrence

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

I'm your zero

Emptiness is loneliness, and loneliness is cleanliness
and cleanliness is godliness, and god is empty just like me.