terça-feira, 23 de setembro de 2008

I'm Supertramp... and you're super apple!









There is a pleasure in the pathless woods;
There is a rapture on the lonely shore;
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:

I love not man the less, but Nature more...



- Lord Byron




Para evasão momentânea, clickar aqui.



domingo, 14 de setembro de 2008

World Art Friends

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Eu já concorri com um par de trabalhos... para quem esteja interessado, passo a publicidade gratuita aos Amigos da Arte.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Though your heart is aching...



"...Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear, may be ever so near,
That's the time, you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile,
If you'll just....
Smile ."




(Pode parecer piroso, mas é uma verdade a ser lembrada... constantemente.)

Para ouvir a música, façam a pergunta certa. E clickem.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"Para onde ides vós, América, no vosso automóvel a cintilar pela noite fora?"


(Foto tirada do carro, quando voltava do Alentejo... gostei das cores.)



"Que sentimento é esse que temos quando vamos de carro e nos afastamos das pessoas e elas vão diminuindo de tamanho na planície até vermos as suas manchas dispersar? É o mundo demasiado grande a pesar-nos, é o adeus. Contudo, curvamo-nos avançando para a próxima louca aventura debaixo do céu."


(Sal em Pela Estrada Fora, por Jack Kerouac)

domingo, 31 de agosto de 2008

Faço minhas as palavras do Gigante


"Sou um homem ridículo. Agora já quase me tomam por louco. O que significaria ter ganho em consideração, se não continuasse a ser um homem ridículo. Mas eu já não me aborreço por causa disso, agora já não guardo rancor a ninguém e gosto de toda a gente, ainda que se riam de mim... sim senhor; agora, não sei porquê, sinto por todos os meus semelhantes uma ternura especial. Teria muito gosto em acompanhá-los no vosso riso... não, precisamente, nesse riso à minha custa, mas pelo carinho que me inspiram, se não me fizesse tanta pena ver-vos. É pena que não saibam a verdade. Oh, meu Deus!, como é doloroso ser um só a saber a verdade! Mas isto não o compreendem eles. Não, nunca o compreenderiam."


(Dostoievski, em O sonho de um homem ridículo)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Where I end and you begin



Estendo-te a mão para que subas comigo. Até não haver chão. Até caminharmos sobre o ar. Quero que me sigas para que te sentes a meu lado no topo do mundo, onde o som não se propaga e a chamas se apagam com a doce ausência do existir. Quero que apertes os meus dedos quando estivermos quase no cume. Quero que sintas o meu arrepio subir-te pela espinha, abraçar-te a nuca e beijar-te os olhos com frio. Que vejas o nascer do dia no fim do dia. Que vejas como o terminar é o começar de outro nada que mastigo com a tua boca. Quero que adormeças o pulso por instantes e sintas o momento latejar na ponta da tua língua…senti-la gotejar sonhos e aspirações. Quero que os ponhas todos de lado e que sustenhas a respiração; que deixes que os teus olhos se encham de almas que não a tua. Quero que sejas um mundo no teu corpo único. Que sejas eu na palma da tua mão, percorrendo os teus dedos, apertando as tuas unhas… e finalmente voltando a mim com um choque.

Somos explosões mudas.
Electricidade vazia.

Quero que largues a minha mão quando o silvo soar. Aquele que não se ouve, mas se sente formigar debaixo dos nossos pés e os morde com ternuras. Quero que sejamos tu e eu quando estivermos em brasas mortas. Que te lembres que mesmo quando somos um, somos sempre dois: Tu e eu, sem toques e sem palavras.
Quero que olhes sempre em frente, quando chegarmos. Que grites para dentro e não interrompas as minhas lágrimas. Porque eu vou chorar… lágrimas quentes e gordas de medos e alegrias, amores e desgostos, paixões e desavenças. Vou chorar o ódio que tenho por tudo, quando o meu amor por tudo for demasiado para o aguentar dentro do meu peito. Nesse momento, não tenhas medo: peço-te que olhes em frente, e que te lembres que odeio a ordem das coisas porque não sei como amá-la mais. Que a odeio porque a amo, e mesmo quando a mato, faço-o porque não sei como odiá-la mais.

Um pé à frente do outro, caminhamos sobre o nada. Somos ar. Somos a transparência das emoções quando o sentir é mera banalidade de mendigos. Estamos no topo, somos o topo, somos o fim do mundo que deixamos para trás. O fim do início e o início de outro início que não tem fim.

Somos a continuação de todas as coisas.
O amanhã que tarda.

Enlacemos as nossas mãos e sejamos separados, ainda assim. Sejamos sempre a ausência de dois corpos. Sejamos vento que chora e espanto que cala. O frio que corta e a brisa que embala. A luz que queima e o som que apunhala…
Sejamos sempre, e para sempre, a voz que não se ouve, mas, que para sempre, intervala:

O meu ser e o teu ser.





domingo, 3 de agosto de 2008

Ele e Ela

Sei quem ele é
ele é bom rapaz
um pouco tímido até
vivia no sonho de encontrar o amor
pois seu coração pedia mais,
mais calor

Ela apareceu
e a beleza dela
desde logo o prendeu
gostam um do outro e agora ele diz
que alcançou na vida o maior bem,
é feliz.

Só pensa nela
a toda a hora
jonha com ela
p'la noite fora
chora por ela
se ela não vem

Só fala nela
cada momento
vive com ela
no pensamento
ele sem ela
não é ninguém

Sei quem ele é
ele é bom rapaz
um pouco tímido até
vivia no sonho de encontrar o amor
pois seu coração pedia mais,
mais calor

Ela apareceu
e a beleza dela
desde logo o prendeu
gostam um do outro
e agora ele diz
que alcançou na vida o maior bem,
é feliz.

Só pensa nela
a toda a hora
sonha com ela
p'la noite fora
chora por ela
se ela não vem

Só fala nela
cada momento
vive com ela
no pensamento
ele sem ela não é ninguém
ele sem ela não é ninguém
ele sem ela não é ninguém 

"Neste cantinho à beira-mar plantados", Festival Eurovisão - 1966
Letra: Carlos Canelhas
Interpretação: Madalena Iglésias